sexta-feira, 20 de julho de 2012

Castlevania : Dracula X - Snes


Super Castlevania 4 é meu jogo preferido de todos os tempos. Isso é fato.Quando em 1995 as locadoras receberam o novo título da série, Castlevania Dracula X, fiquei muito entusiasmado  para conferir essa possível nova obra prima da Konami.
O que aconteceu na época foi que, embora tenha achado o jogo legal, considerei o mesmo bastante inferior ao clássico anterior, opinião que uma grande maioria concordou. Parecia um enorme passo pra trás, com todas as melhorias na jogabilidade do quarto episódio abolidas em prol do retorno da jogabilidade clássica da série.

 Porém, esta semana comprei o jogo para minha coleção de Snes ( que tenho de mostar aqui qualquer dia ) e agora, quase 20 anos depois, pude analisar o jogo com outros olhos, sabendo melhor de sua origem e podendo responder finalmente à pergunta : o jogo é realmente fraco como tantos consideraram na época ?



                                 A resposta, não tão simples como parece, é: SIM e NÃO !







  Primeiramente, vale lembrar que o jogo é uma conversão do maravilhoso jogo lançado para Pc-Engine Castlevania : Chi no Rondo, que saiu só no Japão em 1993, sendo considerado como um dos melhores episódios da franquia, se beneficiando ao máximo das vantagens de ter sido lançado no formato CD, com gráficos, jogabilidade e principalmente músicas maravilhosas.
O jogo é considerado uma obra prima até mesmo pela Konami.





 Logicamente, apesar do Snes ser um console de 16 bit, o cartucho é extremamente mais limitado em relação ao Cd, (como a Nintendo aprenderia de forma amarga mais tarde),
Logicamente, muito teve de ser cortado e/ou alterado.Todas as fases tiveram seu design encurtado e em alguns casos totalmente excluidos, inimigos foram substituidos, e as músicas logicamente tiveram de ser adaptadas ao sistema de som no Snes.
O que acontece é que, apesar de poder ser visto como uma versão menos e mais pobre do original, ainda é um excelente e sólido exemplar da série, perdendo em alguns quesitos para Castlevania 4, mas superando em outros.

A história é praticamente aquele velho clichê : 100 anos após Simon ter derrotado o vampirão-mor Drácula, um grupo se reúne e traz o maldito de volta à vida, que trata logo de sequestrar a irmã e a namorada do herói Richter Belmont, a fim de que o mesmo não se atreva a interferir nos seus planos.
Mas como estamos falando dos Belmont, sabemos que o chicote vai cantar com
vontade !


Apesar de batido, este tipo de roteiro era suficiente na época, diferente dos heróis emos cheios de conflitos existencialistas de hoje em dia...




Sobre a jogabilidade, foi talvez o maior baque sentido pelos jogadores : toda a evolução do capítulo anterior foi pro ralo em prol da volta da jogabilidade clássica.
Saem as chicotadas em 8 direções, sai o botão especial para as armas secundárias, volta o estilão clássico de ataque e o jeito antigo de acionar as armas especiais, que são as mesmas de sempre, como facas, machados, cruzes e água benta, mas que agora também podem ser "explodidas" em um super ataque especial ao custo de vários corações, então deve ser usado com cautela.
Algo que permaneceu foi o pulo que pode mudar de direção depois de iniciado, graças a Crom !




Essa mudança na jogabilidade pode ser sentida na pele principalmente pela dificuldade, que é bem maior que o anterior, tendo em vista a antiga facilidade de atacar em várias direções. Treinar o movimento de saltar e atacar é essencial aqui.

  Os inimigos também são implacáveis, com destaques para os morcegos que estão insuportáveis e as clássicas e odiadas medusas, que já enchem o saco desde a primeira fase.







Os chefes seguem a tradição da série, alguns com vários padões de ataque, como o lobisomem, e o tradicional e infernal duelo final com Drácula, que neste tem o sabor adicional de ser em cima de plataformas sobre um abismo ! Uma delícia....









O jogo inova no fato de possuir vários caminhos secretos que afetam os 3 finais possíveis do jogo, dependendo da habilidade do jogador em fazer as escolhas certas e o número de garotas salvas. Já aviso que salvar as duas moças é uma tarefa das mais difíceis.






  Já graficamente, o jogo dá um show !
Os gráficos do jogo são lindos, com muitas cores brilhantes e cenários que às vezes parecem desenhados à mão, com muitos efeitos, como o uso de mode 7 nas chamas da primeira fase, que ficaram realmente lindas, o belíssimo céu azul do início da segunda etapa, e vários outros detalhes nos diversos ambientes do jogo.Claro que ele foi beneficiado por ter sido lançado perto do fim da vida do Snes, quando os programadores já haviam aprendido a fezer milagres com o hardware do aparelho, e eles não fizeram feio.





 As músicas, como de costume, estão formidáveis ! Mesclando novas e empolgantes canções, com temas clássicos como Bloody Tears, todas são executadas com um som bem límpido e forte, diferente de Castlevania 4, que tem o som um pouco abafado, logicamente por ser um jogo do início da vida do console.



  Recomendo fortemente jogar ligado em um bom aparelho de som e sentir toda a potência sonora do jogo.

Então, pesando os prós e os contras, podemos dizer que o jogo é sim uma conversão inferior do original, perde em alguns pontos para Castlevania 4 e supera em outros, podendo ser sim considerado um excelente jogo de plataformas, mas um capítulo menor na excelente franquia Castlevania.

Assim, leva uma nota 8 com louvor

3 comentários:

  1. você o chama de Castlevania 4, mas prefiro Dracula X mesmo. e olha concordo, o jogo é muito bom, mas quando joguei Dracula X Rondo of Blood, amigo....tudo bem a diferença entre bits era grande(não muito mais ainda sim...) mas poxa vida, tiraram a fase do navio, a fase da ponte...e não botaram Shaft. um dos vilões mais famosos da franquia, acho que ao menos dava para por ele no game...

    e a batalha final contra o Drácula nessa versão...malditos buracos! se não fosse por eles teria sido mais fácil de liquida-lo. belo post

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    Respostas
    1. Não, Leon, vc está confundindo, o 4 é o anterior a este.
      Tiraram muita coisa mesmo, e acho que com um esforço dava, vide que o Snes tem coisas do naipe de Donkey Kong. Comparanado com o Pc-engine, este perde mesmo, mas visto isolado como um jogo de Snes, é muito bom.

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  2. O original (Chi no Rondo) é meu game favorito da franquia, como considero este a mesma coisa, dou meu voto a ele, e é um dos cartuchos que faltam na minha jovem coleção.

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